A regra de Prentice dá o prisma que uma lente induz quando a linha de visão não passa pelo centro óptico: o prisma em dioptrias prismáticas é igual à descentração em centímetros vezes a potência da lente. Informe a potência e a descentração, e a calculadora devolve o prisma induzido, ou informe dois entre prisma, potência e descentração e ela calcula o terceiro. Útil para estudantes de óptica que querem verificar o entendimento da regra, técnicos que conferem um trabalho de centração e ópticos que investigam uma armação sintomática.
A Fórmula
P = c × F, onde P é o prisma em dioptrias prismáticas (Δ), c é a descentração em centímetros e F é a potência da lente em dioptrias.
Como a descentração costuma ser anotada em milímetros, a forma de bancada é P = (descentração em mm × potência) ÷ 10. Rearranjando, a descentração que gera um prisma desejado é c = P ÷ F, e a potência que gera um prisma a uma descentração conhecida é F = P ÷ c.
Exemplos Resolvidos
- Uma lente de +5,00 D com a linha de visão a 4 mm do centro óptico: 0,4 cm × 5,00 = 2,0 Δ.
- Uma lente de −4,00 D descentrada 2 mm: 0,2 cm × 4,00 = 0,8 Δ por olho.
- Para embutir 1,0 Δ numa lente de +2,50 D, descentre 1,0 ÷ 2,50 = 0,4 cm, ou 4 mm.
Use a potência no meridiano em que ocorre a descentração: descentração vertical usa a potência do meridiano vertical; horizontal, a do horizontal. Uma dioptria prismática desvia a luz 1 centímetro a uma distância de 1 metro.
Para Que Lado Aponta a Base
Lente positiva: a base aponta para o centro óptico. Lente negativa: a base aponta para longe dele.
Uma lente positiva é mais espessa no centro e desvia a luz para esse centro; uma negativa é fina no centro e desvia para a borda. Assim, uma lente positiva com o centro acima da pupila induz prisma de base superior, e uma negativa na mesma posição induz base inferior.
Por Que Importa na Ótica
Um erro de DP horizontal e um centro óptico fora de lugar são a mesma coisa: o eixo visual cai alguns milímetros fora do centro e o cliente olha através de um prisma. Por isso toda tolerância de centração remete a essa equação. Um erro de DP de 3 mm numa lente de −5,00 D já induz 1,5 Δ por olho, e o efeito cresce com a potência, então o mesmo erro pesa muito mais numa receita forte. Aplicada duas vezes, uma para cada olho, a mesma fórmula dá a diferença de prisma vertical entre os dois olhos quando o cliente baixa o olhar para ler, que é o número que decide o pedido de slab-off na anisometropia. Como a centração depende de uma medida precisa, veja o que é a distância naso pupilar (DNP). Uma centração correta começa com DP monocular e altura precisas, que o Optogrid mede a partir de uma foto do cliente com a armação escolhida.
Perguntas Frequentes
O que é a regra de Prentice?
A regra de Prentice dá o prisma que uma lente induz longe do centro óptico: P = c × F, onde P é o prisma em dioptrias prismáticas, c é a descentração em centímetros e F é a potência da lente em dioptrias. Em milímetros, P = (descentração em mm × potência) ÷ 10.
Como calcular o prisma induzido por um erro de DP?
Converta o erro de DP para centímetros e multiplique pela potência da lente. Um erro de 3 mm numa lente de −5,00 D dá 0,3 cm × 5,00 = 1,5 Δ por olho. Como o efeito cresce com a potência, o mesmo erro pesa muito mais numa receita forte.
Para que lado aponta a base do prisma induzido?
Na lente positiva a base aponta para o centro óptico; na negativa, para longe dele. Uma lente positiva com o centro acima da pupila induz base superior; uma negativa na mesma posição induz base inferior.
O que é uma dioptria prismática?
A dioptria prismática (Δ) desvia um raio de luz 1 centímetro medido a 1 metro de distância. É a unidade tanto do prisma prescrito quanto do prisma indesejado que a regra de Prentice calcula.
Como descentrar uma lente para criar prisma?
Rearranje a regra para c = P ÷ F. Para criar 1,0 Δ numa lente de +2,50 D, descentre 0,4 cm (4 mm). Descentrar uma lente positiva para o lado nasal gera prisma de base nasal, uma forma comum de incluir um pouco de prisma prescrito sem desgaste.

Cresci dentro de uma ótica. Quando criança, eu gostava de ver os óculos serem montados, brincava com as ferramentas e desenhava nos talões de serviço. Foi no negócio da família que aprendi cedo o valor de uma medida precisa e de um trabalho bem feito.
Segui a carreira de engenheiro de software, com mais de vinte anos de experiência, mas sempre de olho no mercado ótico. O Optogrid nasceu desse encontro: tecnologia de medição digital (distância pupilar e altura de montagem) criada por quem conhece o balcão da ótica por dentro.